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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Cogumelos para que te quero

Um cogumelo é na verdade a parte de um fungo comestível, mas sem sustos ele é muito saudável e uma ótima fonte de nutrientes. A sua textura carnuda, e sua fonte proteica faz dele um ótimo substituto da carne na dieta. Vegetarianos, não percam essa fonte de proteina. :-)
Como escolher: escolha cogumelos que são secos e firmes e saiba que  cogumelos não duram muito tempo, por isso consuma tão logo possível, alguns podem durar 7 dias ( in natura), outros  ficam bons em até 1-2 dias na geladeira. 


Fonte de nutrientes:  possui grande quantidade de vitaminas Bs, D, potássio, cobre e selênio. A vitamina D é essencial para saúde óssea. Cobre ajuda seu corpo a utilizar ferro, manter a saúde óssea , e promover a pele e cabelo saudável.  O selênio protege nossas células contra danos, é antioxidante, excelente para sua saúde cerebral. 

Então não perca a oportunidade de comer cogumelos. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Lacticínios, vitamina D e controle do peso. Qual a relação?


Estes 3 fatores acima estão intimamente relacionados, este é um assunto atual e causa muito interesse. As polêmicas ao redor do leite são várias, e também, ao mesmo tempo, surgem pesquisas sobre seus benefícios.

Eu particularmente não sou contra o leite ou seus derivados, considero-os parte da dieta saudável, porém para algumas pessoas este é um alimento que requer cuidados ou restrição. A pesquisa que cito abaixo estudou o beneficio dos lacticínios, mas o que pode estar associado é o aumento da ingestão de cálcio e vitamina D, que está presente em outros alimentos que não o leite. Portanto se você evita lacticínios, sem problemas, contando que tenha atenção com sua alimentação e de preferência tenha um bom profissional ao seu lado para lhe orientar corretamente.
Mas, se você é um adepto do leite e seus derivados, veja como isso influi positivamente no controle do peso.

Estudo científico- AJCN


A pesquisa publicada na atual edição do American Journal Of Clinical Nutrition evidenciou o efeito benéfico dos lacticínios associado ao peso corporal. Este benefício segundo os pesquisadores foi obtido pelo aumento da ingestão de cálcio e vitamina D.

O estudo foi conduzido na Universidade Ben-Gurion de Negev, em Israel, e comparou o sucesso de dietas ricas em leite e derivados com dietas com pouco ou quase nenhum lacticínio. Participaram do estudo mais de 300 homens e mulheres com excesso de peso, com idade entre 40 e 65 anos Ao final de dois anos aquelas pessoas que seguiam uma dieta rica em leite e seus derivados perderam mais peso.

Os pesquisadores demonstraram que aqueles que consomem mais cálcio diariamente, cerca de 580 miligramas (aproximadamente um copo e meio de leite), reduziram cerca de cinco quilos e meio em dois anos. Por outro lado, aquelas com baixa ingestão de cálcio, de 150 miligramas por dia (ou cerca de meio copo de leite) reduziram em média pouco mais de três quilos. Parece pouco mas para pesquisa científica é bastante e nesse caso foi estatisticamente significativo.

Vitamina D

Além do cálcio, os pesquisadores também demonstraram o importante papel que a vitamina D tem na dieta. Sabe-se que a vitamina D encontra-se diminuída em pessoas com sobrepeso e obesidade. No estudo foi encontrado um aumento dos níveis da vitamina nas pessoas que perderam mais peso. Este é o primeiro estudo que mostra que a vitamina D pode aumentar após a dieta entre as pessoas que reduziram seu peso corporal.

A vitamina D é importantíssima para o metabolismo do cálcio e cada vez mais temos encontrado níveis baixos na população, de forma assintomática. O papel da vitamina D no metabolismo ósseo está bem demonstrado, porém seu papel no controle do peso está começando a aparecer como no estudo que citei acima.

Na consulta nutrológica este um ponto que considero importante e sempre que possível lanço mão da dosagem da vitamina D sérica para monitorar os seus níveis, mesmo na população considerada ¨saudável¨. Um dos fatores que mais contribui para redução dos níveis da vitamina D é a baixa exposição solar e baixa ingestão de alimentos ricos em vitamina D, como óleo de peixe, peixes, ovos, cogumelos e leite e derivados.Outro fator contribui para isso, além da baixa exposição solar, é o uso de protetores solares. Hoje em dia temos que ter muitos cuidados com o sol, e, por conseqüência, a alimentação é peça chave neste equilíbrio. Considero o uso do óleo de peixe e a suplementação de vitamina D boas estratégias para se atingir níveis adequados de vitamina D.

Portanto, mantenha sua dieta rica em peixes (os gordurosos e de mar têm mais vitamina D), óleo de peixe, ovos, leite e derivados, e demais alimentos ricos em cálcio. E aqui vai uma dica espetacular: sabe qual alimento é rico em vitamina D? Cogumelos do tipo shitake frescos ou secos.

Perceba a sua alimentação, que cálcio e vitamina D estão intimamente relacionados à saúde óssea todos estão atentos, agora, eles vão muito além disso, eles influenciam positivamente o peso corporal.

Até a próxima!

Dra Camila Perlin Ramos

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vitamina D, cálcio e risco cardiovascular

Vitamina D e cálcio podem afetar sistema cardiovascular independentemente e também interagir para este efeito. Para avaliar o efeito de suplementos de cálcio e vitamina D no risco cardiovascular em adultos, foi realizado estudo de revisão em bases de dados. Cinco estudos prospectivos de pacientes recebendo diálise e um estudo envolvendo a população geral mostraram reduções consistentes em mortalidade por doença cardiovascular entre adultos recebendo suplementos de vitamina D. quatro estudos prospectivos não mostraram diferenças em doença cardiovascular em usuários e não usuários de suplementos de cálcio Os resultados de analises secundárias de oito estudos mostraram uma redução leve, porém não estatisticamente significativa no risco cardiovascular em usuários de vitamina D em doses moderadas a altas, mas não com suplementos de cálcio ou cálcio mais vitamina D. as evidencias dos estudos sugerem que suplementos de vitamina D a doses moderadas ou altas podem reduzir risco cardiovascular, enquanto suplementos de cálcio parecem ter efeitos mínimos. Ann Intern Med. 2010;152:315-323 Fonte: www.sciencehealth.com.br

Esses nutrientes estão envolvidos no metabolismo ósseo e especialmente a vitamina D têm se mostrado, cada vez mais, deficiente na população adulta. Estamos expondo-nos menos ao sol, e há uma redução significativa da ingestão de alimentos ricos em vitamina D como os laticínios e peixes. Para evitar esta deficiência tenha à mesa com freqüência leite e derivados, peixes, especialmente salmão, sardinha e arenque, além da gema de ovo. Também a exposição solar em horários adequados facilita a nossa produção endógena de um precursor da vitamina D, um dos meios de se obter melhores níveis de vitamina D.