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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Açúcar de coco


O Açúcar de coco é um novo produto que tenho encontrado em lojas especializadas, e diante da curiosidade fui pesquisar um pouco a sobre ele. Experimentei e achei o sabor incrível, e em teoria possui maior quantidade de nutrientes, como fibras, proteínas e até cálcio.

Uma vantagem desse açúcar seria que ele teria um índice glicêmico menor, quando comparado ao açúcar comum, onde o de coco seria 35 e o açúcar comum comum 60. (1) Foram pesquisas iniciais, acredito que ainda se tem muito o que pesquisar. Açúcar em excesso causa diversos males a saúde, como a síndrome metabólica, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. E o açúcar de coco, é no final, de qualquer forma, açúcar, portanto, cuidado. Como todo produto "açúcar" eu recomendo moderação, não seria algo "liberado" ou para consumo diário.

Atenção, o conteúdo de calorias é o mesmo que o açúcar, mas tem nutrientes interessantes como o cálcio:
Em 6 colheres de chá: 111kcal, 0,52g de gordura, 0,54g de proteína, 26g de carboidrato, 0,6g de fibra, 53mg de calcio, 65mg de sódio, 1 mg de ferro.


1- Estudo realizado pelo “The Philippine Food and Nutrition Research Institute” determinou que o Índice Glicêmico do açúcar de coco é de 35. Para isso, participaram 10 adultos saudáveis com idade entre 30 e 65 anos e IMC de 20 a 25 kg/m². Foram administradas 50g de açúcar de coco e 50g de glicose em ocasiões separadas após uma noite de jejum, amostras de sangue foram coletadas e analisadas e a Área Sob a Curva foi calculada.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Semente de abóbora


Pode-se comprar as sementes de abóbora ou pode-se retirá-las de uma abóbora fresca e torrá-las. Elas são ricas em vitamina E, ferro, magnésio, potássio e zinco. Além disso são uma grande fonte dos ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 de origem vegetal.



Remova toda a polpa ou os fios das sementes de abóbora e lave-as em água potável. Seque-as ao ar, deixando-as repousar de um dia para outro, molhe-as delicadamente com um pouco de azeite-de-oliva, e polvilhe-as com sal marinho. Coloque-as em uma forma para biscoitos e leva-as ao forno de 180ºC por 15 a 20 minutos. Polvilhe com curry ou pimenta vermelha em pó, se desejar. Deixe esfriar completamente e armazene em recipiente hermético no refrigerador.

28 gramas contém:
·      Acima de 50% da RDA para o ferro.
·      Acima de 30% da RDA para o magnésio.
·      Acima de 20% da RDA para a vitamina E.
·      Acima de 20% da RDA para o zinco
·      Uma generosa quantidade de potássio.


PRATT, Steven; MATTHEWS, Kathy. Super alimentos – Os incríveis efeitos de uma comida que pode mudar a sua vida. São Paulo: Prestígio Editorial, 2005. P.180

sábado, 13 de outubro de 2012

Feijão





Tamanha é a importância da leguminosa que o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, incentiva o consumo do feijão e coloca sua ingestão como parte de um dos dez passos para uma alimentação saudável. Ele representa uma importante fonte de ferro, fósforo, magnésio, manganês, cálcio, e em menor proporção de zinco e cobre. É ainda uma fonte relativamente boa de vitaminas hidrossolúveis como niacina, tiamina, riboflavina, piridoxina, e ácido fólico. Por conta do seu alto teor de fibras solúveis, contribui para reduzir os níveis séricos de glicose e colesterol, estimular a saciedade, e prevenir certas neoplasias como as do cólon.
Entre outros componentes do feijão, destaca-se a presença de substâncias antioxidantes – também vinculadas a um menor risco no desenvolvimento de alguns tipos de câncer e a uma menor incidência de doenças degenerativas – e de isoforma 1 do inibidor de alfa-amilase, com seu potencial efeito no combate à obesidade e no tratamento adjuvante do diabetes.
Uma das maiores vantagens nutricionais do feijão reside na sua farta composição de proteínas, que ao contrário daquelas de origem animal, contém baixos teores de gorduras totais e saturadas. Trata-se possivelmente da maior fonte protéica para as populações de baixa renda. Seu valor biológico, porém, deixa a desejar quando consumido isoladamente. Isso se deve, em grande medida, à baixa oferta de aminoácidos sulfurados como metionina, cisteína, e cistina. Daí a recomendação para que ele compartilhe o prato com alimentos da classe dos cereais, como arroz, trigo ou milho. Individualmente, o feijão e o arroz, por exemplo, possuem aminoácidos que se completam. O primeiro é rico em lisina, mas depende da metionina, presente no segundo, para compor uma refeição de maior valor protéico.
 Pesquisa:

Vários centros especializados, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) pesquisam ativamente como incrementar as propriedades nutricionais do feijão. Uma das estratégias visa reduzir sua concentração de taninos e fitatos – fatores antinutricionais que, por queralem cálcio, ferro, magnésio e zinco, comprometem a quantidade desses minerais que é efetivamente retida pelo organismo. Tal expediente leva em conta o fato de que esses fatores antinutricionais não podem ser eliminados completamente, uma vez que constituem importante fonte de fósforo para germinação da semente.
A análise da composição centesimal e o estudo da biodisponibilidade de minerais presentes no feijão ocupam papel central de uma pesquisa empreendida pela professora Norka Beatriz Barrueto Gonzalez, do Curso de Nutrição do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu. Ao avaliar as variedades de feijão mais consumidas no País (todas elas obtidas por melhoramento genético pela EMBRAPA), a pesquisadora constatou que o carioca, o preto, o branco e o rosa são os mais nutritivos, superando em 25% o teor protéico e em 300% o teor de cálcio dos demais. Em um país como o Brasil, em que a dieta geral é pobre em cálcio, a pesquisadora pondera que o feijão pode ser instrumental na prevenção de osteoporose precoce.
Em uma segunda etapa, o braço experimental desse mesmo estudo utilizou ratos Wistars, recém-desmamados, para determinar a biodisponibilidade de minerais a partir de dietas com diferentes tipos de feijão. Cálcio e magnésio figuraram entre aqueles mais bem absorvidos, enquanto cobre e zinco o fizeram em menor proporção.
Como esperado, todos os feijões nesse estudo apresentaram deficiência de um ou mais aminoácidos, sublinhando a necessidade de que seu consumo esteja associado a um cereal.

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Tabela 1 – Composição nutricional (por 100g)

Feijão-preto
Feijão-carioca

Calorias
77 cal
76 cal

Proteínas
4,5 g
4,8 g

Lipídios
0,5 g
0,5 g

Colesterol
0,0 mg
0,0 mg

Carboidrato
14 g
13,6 g

Fibra
8,4 g
8,5 g

Cálcio
29 mg
27 mg

Ferro
1,5 mg
1,3 mg

Potássio
256 mg
255 mg

Fonte: Nucleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Unicamp.



Bibliografia: 
Feijão.  In: Foco – Nestlé Bio Nutrição e Saúde. São Paulo: ano 3, nº6, julho 2008. p.37-41